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Ficha - Kenpachi

em Dom Dez 03, 2017 1:09 pm
Informações
Nome: Zaraki Kenpachi Clã: Shouton Aptidão: Samurai
Idade: 32 Sexo: Masculino
Elemento: Shouton
Altura: 2,02 Peso: 88
Cor do Olho: Verde cinza
Cor do Cabelo: Preto
Medo: Escuridão
Qualidade: Não manipulável
Defeito: Sádico
Sonho: Conseguir derrotar todos os mais fortes enquanto eu estiver vivo
Mão Predominante: Direita
Características: Zaraki é um homem alto, passando um pouco de dois metros. Seus ombros, como seu torso são largos. Músculos definidos e cabelo espetado preto para trás, passando de seus ombros. O mesmo gosta de lutar e receber dor, oque o atiça a violência desenfreada. Ele tem um tapa-olho direito com uma cicatriz passando verticalmente por seu olho esquerdo.

Coordenação: 08/40 Mente: 02/40 Corpo: 10/40 Espírito: 05/40

Armas:
Suas Armas Aqui
Taijutsu:
Ataques Corporais Aqui
Genjutsu:
Ilusões Aqui
Ninjutsu:
Ninjutsus Aqui
Hijutsu:
Técnicas de Clã aqui


Última edição por Kenpachi em Qui Jan 04, 2018 5:45 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Ficha - Kenpachi

em Qui Jan 04, 2018 5:45 pm
História:

A crueldade humana é universal; uma língua; uma pessoa, mesma violência.




- Kenpachi ! - Gritou Gakushi, um companheiro de guarda. - Vamos, nós temos apenas até o Sol bater na quarta linha! - Dizia o jovem, que corria em direção ao sul, adentro da vila. - Tsc... - Uma breve reclamação, mas achava engraçado toda a correria de seu amigo para o almoço, que demonstrava um sorriso em sua boca. Levantou-se da cadeira onde estava amolando sua espada. As batidas do metal do martelo contra o aço da espada, sendo pressionada contra a bigorna era o som para seus ouvidos. O cheiro de carvão queimado com uma quentura inigualável daquele lugar, era como se sentisse em casa. - Vá logo, moleque. - Dizia uma voz rígida que era do Ferreiro, Ebisu. - Sua espada ficará facilmente quebrável de tanto que a amola. Heh, não poderá proteger ninguém sem alguma arma. - Dizia o senhor, com uma postura forte, mas com um sorriso que nunca largava em seu rosto, nem pior de seus momentos. Kenpachi via seu rosto refletido em sua Nodachi, acreditava-se que ela era parte de sua alma. - Para isso eu faço a troca, protejo a vila e você cuida dela. - O ferreiro então deu uma pequena gargalhada, que concordava com a cabeça, enquanto uma outra martelada contra o aço quente era dada, com algumas faíscas caindo ao chão. - Bem, estou indo ojisan. - Dizia Kenpachi

Com sua espada na bainha de suas costas, pôs-se a caminhar em direção ao centro da vila. Atrás do mesmo, uma poça de sangue escorria para o pé da bigorna, os olhos mortos do ferreiro olhando para seu teto, com um corte profundo em sua garganta.

O caminho feito de terra arada, as casas com seu telhado de palha endurecida. Feitos de trabalho duro, os quais demoraram anos para ser feitos. Eu tinha gosto de ajudar a todos ali, quando precisasse. Me fazia como se redimisse, dentro de mim.

Chegando ao centro, via pessoas se reunindo e no meio delas, seu amigo tinha parado para ver o que era. - Yo, Gaku. Oque houve? - Dizia Kenpachi, sem entender, mas apreensivo. - O líder da guarda quer fazer um pronunciamento. Dizem que é algo grande, que aconteceu com o líder da vila. - O centro da vila era uma grande praça, onde em seus arredores continham lojas pequenas e estabelecimentos, um comércio considerável e que muitos tinham orgulho de suas economias.  



- Pessoal, temos más notícias. O nosso líder está morto. Fora envenenado e o traidor está aqui na vila! - Gastava totalmente seu pulmão e garganta em seu pronunciamento, tentando ser o mais alto possível. Este era o general Takeda, o líder da guarda da vila. Em cima do palanque, estava com mais dois guardas muito bem armados. - E este traidor sou eu. - Ele sorriu, não um sorriso displicente, nem mesmo um simples curvar de lábios, seus dentes apareciam e o desespero dos civis tomou-nos no local. Os gritos de " O que você disse? " incrédulos, as perguntas sem acreditar uns para os outros " I-isso é possível? " Minha cabeça não parava de mover para um lado e para outro, como se procurasse alguma resposta nos rostos deles, mas a resposta estava mais a frente, com guardas mascarados empunhando suas katanas, faziam um círculo, onde prendia todos. - Matem-nos e queimem a vila. - Dizia baixo Takeda, para o guarda a seu lado, enquanto o mesmo descia do palanque e se movia em direção ao castelo da vila. - ATAQUEM! - Ordenou alto o tal guarda, fazendo todos rapidamente mudarem sua postura e correrem contra os civis, que descontrolados, corriam para várias direções. Os primeiros gruídos de dor eram ouvidos, como também os sons dos corpos caindo ao chão sem vida. Mulheres gritavam desesperadas pela sua vida, pelos mortos ou até pelos seus filhos, que choravam sem parar e sem saber o que estava acontecendo. Gakushi estava ao meu lado, tão apreensivo quanto, com o medo a balançar sua katana em mãos. - Vamos, proteja os cidadãos! - Grito, sacando minha katana, indo contra os guardas para proteger uma mulher, deitada ao chão, mas fui parado por um guarda que pôs sua lâmina contra a minha, com minha atenção naquela mulher, que era brutalmente assassinada por uma espada fincada em seu crânio, não fazendo ela gritar, mas conseguia ver seus olhos se revirando, mostrando que a vida que tinha um segundo atrás naquele corpo era inexistente agora. A raiva subiu em minha cabeça. - AHHHHHH ! - Vociferei, usando o meu ombro como impulso contra aquele guarda, que abaixara sua guarda por um instante, o suficiente para que eu fizesse um corte diagonal pelo seu corpo. Mais vinham em minha direção, em um rolamento, me esquivava de uma possível tática que fariam para me deixar em saída, mas eram muitos, para todos os lados. Ao tentar me levantar, sem perceber, um guarda me causou um corte vertical em meu olho esquerdo, me fazendo cair novamente ao chão. Meus gritos internos faziam barulho do lado de fora de minha boca, numa tentativa de aguentar e voltar para a luta. Cambaleio para trás, onde novamente me colocaria na postura de ataque, mas uma dor me paralisava completamente em meu torso. Olhando para baixo, uma lâmina atravessada. Eu não conseguia acreditar, eu me perguntava. " Por que? ". Era muitas perguntas. Oque tinha acabado de acontecer? Por que aconteceu isso? Então a morte é assim? Algo frio, onde você realmente fica com uma sensação de uma dúvida? " Por que?"

Eu caia de joelhos ao chão, não sentia tanto mais tato além da dor insuportável no torso, mas tudo aquilo tinha me deixado perplexo demais para ligar a dor. Eu era jogado para o chão pelo pé do guarda, que retirava a lâmina a força de meu corpo. Eu não aguentava mais o peso de minha estrutura, que me fez cair diretamente ao chão, sem piscar. Sentia uma leve ardência, com uma mistura de anestesia ao corte de meu olho, que entrava grãos de areia molhada pelo meu sangue. Lágrimas caiam. De insatisfação, de dor, de dúvida, de raiva, mas acima de tudo ódio. Ódio de mim mesmo, que pensei que poderia ser protagonista, que poderia ser alguém, alguém que iria ajudar essa vila quando mais precisava, mas eu era só mais um que estava ali morrendo. Minha visão encontrara Gaku, que ao no momento estava recebendo um corte em sua garganta injustamente com sua katana ao chão, cercado por 2 guardas.  

Sentia minhas forças saindo de meu corpo, por mais que eu pensasse e quisesse continuar acordado. O tempo parecia lento. Todos os gritos, passos, vozes... Então... Isso era morrer.



Ao mesmo instante que minha visão ficava preta, eu enxergava novamente, mas eu estava parado, deitado, como se não tivesse membros. Meus olhos se moviam rapidamente, indicando meu medo, meu descontrole. O ceu cinza, na verdade como se o mundo não tivesse cor e uma tempestade de areia estivesse passando onde eu estava, porém eu conseguia ouvir sussurros, gritos desesperadores, risadas, choros de todos os lados. Sombras sem rosto ou forma, mas com olhos brilhantes estavam perto de mim, me olhando. Deles, vinha este som. Um deles olhou para o lado, que na mesma hora eu sentia alguém me tocar, mas este alguém pulara sobre mim. Eu me assustei completamente. Seus olhos eram diferentes, vermelhos. Eu conseguia me ver dentro deles. Era estranhamente familiar. Seus movimentos eram em forma de tiques na cabeça, como se tivesse perdido o controle e tinha alguma vontade em mim. Uma enorme dor eu sentia em minha cabeça. Seu ser estava entrando em mim. Eu sentia isso. Ele penetrava meus olhos, minhas narinas, minha boca. Era um gosto de morte. Era um gosto horrível, mas novamente, em mesmo estante, tudo clareou. Estava um branco purificado naquele lugar. A tempestade que estava antes deu lugar a um vento calmo e prazeroso; agora então, eu tinha membros, pude me mexer.

- Hehehe... Parece que você foi banido da morte e deixado a mercê de espíritos para possuírem seu corpo. Mas que bela sorte eu tive. - Uma voz que não tinha som, uma voz que não era grave ou fina, uma voz... Que não era voz. Eu não entendia o que estava acontecendo.

- Sua vila, atacada. - Do branco puro, uma visão de uma vila em chamas ao fundo. - Pessoas, mortas. - Um rastro de cadáveres se formou um caminho que dava direto a vila, feita por crianças, homens e mulheres. - Sua vida, tirada. - Novamente uma dor pontiaguda em meu torso, novamente, a espada fincada. - Você tem ódio, Zaraki. - Algo me fazia ficar quieto e escutar tudo o que ele estava falando. Eu não tinha forças para lutar ou retrucar. - Este sentimento em você. Entendo perfeitamente. Mas parece que você tem algum assunto pendente neste mundo para que possa morrer em paz, não é? Algo te faz ficar. - Uma risada satisfatória foi ouvida por todo local, como se este alguém estivesse deleitando-se de tudo o que estava acontecendo. - Você sabia que eu era um príncipe? O Príncipe insano, era como eu era chamado. - Em minha mão, minha katana aparecia novamente, minha nodachi. - Q-quem é você? Oque... quer de mim? - Era minhas primeiras e ultimas perguntas, parecia que eu estava sem fôlego. - Eu? Hahaha.. A partir de hoje eu sou você e você sou eu, meu caro companheiro. Você terá meus pecados e eu terei os seus. - Minha mão se movia automaticamente. Sangue espirra em meu rosto. Quando pude ver, eu estava fazendo um corte profundo em uma criança, que caia sem vida ao chão. Deste corpo, virava fumaça e se vaisria pelo ar. " Minha mão... Oque? Minha vestimenta... Não são essas. Meu corpo está mudando " - Você verá agora quem sou eu, Kenpachi. -

Veja como passei de um príncipe à rei...



A chuva aumentava incansavelmente. O lamaçal tinha se formado onde antes era o caminho de terra da cidade. Meu sorriso estava em meu rosto, ao ver o sofrimento correr pela cidade. Casas de pedra eram quebradas ou saqueadas a dentro. O Sangue daqueles inocentes respingava a cada corte que eu fazia ao ver alguém parado em minha frente. Pecados... Pecados. Como era bom essa gritaria melancólica. Era um som adorável para meus ouvidos. Minha armadura brilhante agora era vermelha, o que restou de prata estava servindo como espelho para o fogo que se espalhava rapidamente por aquele pequeno império. - Apareça, meu pai. Eu destruí seu cerco, acabei com sua vila, taquei sal em suas terras. Acabei com seu grande, mas pequeno reinado. - Digo com um tom irônico, mas alto o suficiente para ecoar o grande salão.  

-Não me chame de "pai", seu imundo ingrato. Eu repudio quaisquer laços que eu tenha com você, demônio sem alma! - Era trazido forçado por membros de meu pelotão, sem sua coroa, mas com vestimentas para dormir, indicando que não esperava meu ataque, bem como eu havia planejado. - Demônio sem alma? Gostei. Me chamavam de ceifador de terras, mas este não soa tão mal, não é mesmo? - Digo, andando até o seu precioso trono. Sentando, minha coluna se colocava contra o encosto, enquanto minhas pernas a cima dos braços do assento, propositalmente as sujando com lama que estava agarrada em minhas botas. - Você é insano... Como pôde ter vindo de mim? De sua mãe? Como ousa a desrespeita-la? Desrespeitar sua morte? COMO PÔDE!? - Minha cabeça rondava aquele salão com meus olhos, enquanto escutava aquela gritaria, mas pensava que o eco que era mais irritante que a voz daquele velho. Quando me toco, minha cabeça está virada para cima, mas sem move-la, olho para o rei, agora, caído ao chão. - Exatamente, pai. Eu sou insano. Príncipe Insano... Como eu adorei esse soar. - Levanto-me de bate e pronto, com uma palma, fazendo meus homens levantarem ele do chão. - O senhor é realmente sábio, meu antigo rei. Dê um lugar para o novo, eu esperei um tempo para isto, sabe? - Digo, retirando lentamente minha espada de minha bainha, me deliciando do barulho que fazia da lâmina em atrito com o couro e o efeito que fazia em meu pai. Seus olhos indicavam tamanho desespero que só aqueles que sabiam que ia morrer continham. - E só para morrer despreocupado, eu fiz tudo isso pois eu quis. - Em tentativa de argumentar do rei fora cortada literalmente pelo seu pescoço, jorrando o sangue ao chão, pois os guardas o largaram. Eu via a tentativa desesperada de ele próprio agarrar sua garganta e tentar magicamente parar o sangramento, deixar aquilo tudo dentro dele. Ah... Como me agrada tentativas inúteis falharem facilmente.  

-Terminou aqui, Miyamoto? - Disse meu general, que chegava com seu braço apoiado em sua bainha, vendo a tal cena, mas não se importando nem um pouco. - Deixarão que lhe chame de "príncipe insano?" Além de seu pai, os sobreviventes também o chamam assim. - Uma risada fraca podia ser ouvida de mim, que sentava novamente ao trono. Um de meus homens me entregava a coroa, que lentamente coloco em minha cabeça, conquistada por glória e acima de tudo sangue.


-Acha mesmo que "Príncipe Insano" não é um título cabível a mim? Deixe que me chamem de louco, afinal creio que de fato perdi a sanidade, pois ninguém busca tão incansavelmente algo que poderia significar sua própria ruína. -



Daquela visão, volto ao meu estado original, de meu ponto inicial. Largo minha espada e olho minhas mão, que estavam em um vermelho vivo de sangue. Eu tremia sem parar. - Mas que merda de demônio é você? - Digo em profunda tristeza, onde vozes pareciam que tinha tomado minha cabeça. - Hehehe... Eu já disse, eu sou você e você sou eu. Você é o culpado tanto disso quanto eu fui. - De minha mão, novamente minha espada reaparece. - Sua infância... Fora sofrida, não é mesmo? -  De minha visão, eu ficava menor. "Meus sentimentos parecem primários. Ele está... tentando me mudar, desde a infância. Minhas vestes estavam rasgadas, exatamente como eram... Estou novamente com doze anos..., mas que merda, ele entrou completamente em minha cabeça. Não estou tendo controle de nada. Isso é o que chamam de inferno?"


-Não Kenpachi...Isto não é o inferno. Isto é o mundo espiritual em ligação com sua cabeça e por enquanto, eu sou o rei. Vamos, experimente de meu desejo... - Guardas, civis, crianças, correndo em minha direção, vindo me atacar. - Eu não irei fazer nada. - Falo, abaixando minha lâmina, deixando minha guarda totalmente aberta. - Então, deixe-lhes lhe espancarem. - Dizia o espírito, com uma risada de fundo. Os guardas me jogam ao chão, todos começam a me chutar, pisar em minha cabeça, pesar em meus ombros, suas brutalidades pareciam que queriam me rasgar, me quebrar em todas as juntas. Meu corpo dançava ao chão com tanto movimento. A dor era enorme, eles não se cansavam. Eles não paravam. - Vamos, Kenpachi. Você está sentido dor... Você não queria ser forte? Você só está sendo patético. Sinto sua raiva crescendo... Não gosta de sentir dor, não é? Sofreu muito. - Meu ranger de dentes era impossível controlar. A dor era costume, mas odiava senti-la. Meu punho apertava o cabo de minha espada. - Parem com... ISSO – Uma pressão espiritual fez o amontoado de gente pararem com seus chutes e andarem dois passos para trás, espaço suficiente para que eu pudesse levantar. Meu olhar, já com a iris profunda, indicando um sentimento forte de raiva, aflorada. - Isso... - Dizia Miyamoto. Então, um guarda novamente partira para cima, mas me esquivava facilmente, contra golpeando com um corte lateral em sua barriga, jorrando sangue ao chão onde caíra. Então todos começaram a vir ao mesmo tempo, me fazendo andar para trás, para que pegasse ritmo, o tempo de cada um e pensasse nos movimentos futuros. - Mais... -  Dizia o espírito, que saciava sua sede de sangue só no olhar. Cortes, fincadas, sangue, corpos de todas idades e tamanhos amontoados. - Mais... - Minha raiva estava aflorada, eu estava gostando daquilo. Algumas vezes eu era atingido por lâminas, mas me davam motivos para matar quaisquer ali que estivesse disposto a tentar lutar contra mim. Parecia que tinha passado dias e eu não me cansava. Horas a fim. Por fim, pessoas paravam de vir e eu estava a cima de seus corpos amontoados. Minha espada desgastada em vários pedaços, criando quase um serrote na mesma, mas sem perder o fio da lâmina.



- Me ajude, Kenpachi. E eu lhe ajudarei em sua jornada para a paz. Veja. - Dos corpos, uma noite aparecia, um céu azulado e uma lua a brilhar. Eu estava à frente de um lago, mas sem meu reflexo. Eu podia ver ao fundo, um corpo. - Sou eu... - Eu falo, me abaixando, ficando de joelhos para que eu pudesse ver melhor. Meu corpo, jogado a fundo no rio, com vários outros do vilarejo. - Não, Kenpachi, agora somos nós. - Falava a voz, que estava atrás de mim, mas antes que eu pudesse ver, o mesmo fincou a espada em meu torso, passando pelas minhas costas. A dor era como eu estava a morrer. O chute me fez cair na água, como também tivesse tirado a lâmina forçada de meu corpo, mas agora eu me via abrindo meu olho, sem ar, em meu corpo. O desespero tomou conta de meu ser, o que me fez nadar e ir até terra firme. De meu pulmão, saia toda a água, com várias tosses forçadas e automáticas. Via minha lâmina ao lado de minha mão, como se fosse deixada ali por alguém, mas sem muita força, desmaio por cansaço, esperando recuperar minhas forças novamente.
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